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"Não vou parar de aprender"

27 de maio de 2009

Por Monique de Sá (texto e foto)

Isabel Gramacho, 80 anos, é dona de um humor irreverente. Pintora há 11 anos, está com sua exposição de 32 quadros no Mirante da 13 de Julho, até esta quarta, 27. É ela a primeira entrevistada do Vitrine/SE, num papo em que falou do seu amor pelas artes plásticas e de como conseguiu unir a dor da perda de um filho à pintura.

Vitrine/SE - A senhora é baiana radicada sergipana. Por que decidiu vir morar em Aracaju?

Isabel Gramacho - Vim para cá visitar alguns parentes. Como sempre admirei esta cidade acabei passando dias aqui e nunca mais voltei a morar na Bahia.

V/SE- E como pintora, como sua carreira começou e por que?

IG - Comecei a pintar há 11 anos e nunca mais parei. Optei pela pintura devido a morte do meu filho, vítima de leucemia. Vi na pintura algo que preencheria meu tempo, conseqüentemente amenizaria minha dor. Não fosse isso, eu enlouqueceria, tamanha era a dor.




V/SE - A senhora também tem em sua família outros artistas?

IG – Sim. Meu filho Wiley Oliveira. Ele é pintor, mas o estilo dele difere do meu. Wiley prefere pintar figuras humanas, enquanto eu prefiro pintar o verde.

V/SE – Então seu estilo é mais para o verde, para paisagens...

Sim! Eu me identifico mais com o verde, com flores, paisagens, animais. Enfim, natureza! Apesar de ter alguns quadros com figuras humanas como o da Gueixa e do Cristo.

V/SE - E este dom, foi moldado por aulas ou a senhora segue um estilo próprio?

IG - Estou aprendendo. Não vou parar de aprender. Sempre me dediquei a algo relacionado a artes plásticas. Já fiz flores artesanais, bordados e hoje estou voltada apenas para a pintura.

V/SE – E em relação a sua exposição no Mirante da 13 de Julho. Tem alguma obra como predileta?

IG- Tenho todos os quadros como meus filhos. Gosto de todos. Cada um que faço procuro me aperfeiçoar mais.

V/SE – A senhora leva a pintura apenas como um hobby ou também como fonte de renda?

IG – (Risos) Faço pintura porque eu gosto, por que me eleva a alma. Minha exposição está há 15 dias no Mirante e não vendi um quadro sequer. Não dá pra ter retorno, afinal se gasta muito. Soube que havia um rapaz interessado pelo quadro das gueixas, deve ser porque ele é japonês (Risos).

Segundo a funcionária do Mirante, Mônica Rodrigues, o evento pode durar mais alguns dias. Por isto, vale a pena conferir de perto o trabalho da D. Isabel.

Foto: Michel Oliveira

A definição de Vitrine pode explicar a nossa proposta, mas não seremos tão previsíveis. Temos, sim, a intenção de divulgar a movimentação cultural do nosso estado, buscando estimular uma maior participação do público. Mas utilizaremos, para isso, a maior quantidade de ferramentas da web, tornando a cobertura jornalística o mais interessante possível.

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